Afogamento mata 16 por dia no Brasil: a maioria são jovens e crianças

Afogamento mata 16 por dia no Brasil: a maioria são jovens e crianças

Estabelecido em 2021 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o dia 25 de julho chama a atenção para um problema de saúde pública muitas vezes negligenciado: o afogamento. A data visa promover a conscientização e incentivar medidas que salvem vidas em todo o mundo.

No Brasil, os números preocupam. Segundo dados recentes da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), cerca de 16 pessoas morrem afogadas todos os dias no país — o que representa uma morte a cada 90 minutos. Somente em 2023, foram 5.883 mortes. A maioria das vítimas são jovens: 42% tinham menos de 29 anos, e diariamente quatro crianças perdem a vida, sendo que uma delas morre dentro da própria casa.

Além disso, o risco é ainda maior em locais sem guarda-vidas. Rios, lagos e represas concentram 76% das fatalidades, e a ausência de vigilância profissional aumenta em até 60 vezes a chance de um óbito por afogamento.

Situação no DF: dados preocupam

No Distrito Federal, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) já atendeu 34 ocorrências de afogamento somente nos primeiros seis meses de 2025. Dessas, oito resultaram em morte. O Lago Paranoá lidera as estatísticas, com 18 ocorrências e quatro mortes. Piscinas aparecem em seguida, com 11 registros e o mesmo número de óbitos. Também foram registrados casos isolados em cachoeiras, caixas d’água e até em baldes.

Para dar uma resposta rápida a esses incidentes, o CBMDF mantém todas as unidades preparadas para atendimento de primeiros socorros, além de contar com o Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), o Grupamento de Aviação Operacional (GAVOP) e o Posto Avançado DELTA 1. Nos fins de semana e feriados, sete postos extras de guarda-vidas são ativados em pontos estratégicos do Lago Paranoá.

Prevenção é a chave

A SOBRASA e o CBMDF reforçam que prevenir ainda é o melhor caminho. Confira algumas recomendações:

Em piscinas:

  • Supervisione crianças o tempo todo;

  • Mantenha o ambiente seguro, com grades ou coberturas;

  • Ensine os pequenos a nadar;

  • Evite distrações como celular ou conversas longas;

  • Proíba brincadeiras perigosas e competições de apneia;

  • Instale equipamentos de segurança e garanta presença de guarda-vidas em piscinas coletivas.

Em cachoeiras:

  • Cheque a previsão do tempo antes do passeio;

  • Evite áreas isoladas e de difícil acesso;

  • Tenha rotas de fuga e pontos de referência definidos;

  • Fique atento à cor da água, correnteza e objetos flutuantes;

  • Não arrisque a vida por uma foto ou salto perigoso;

  • Avise alguém sobre sua rota e horário de retorno.

Um lembrete que salva

Além das orientações técnicas, uma mensagem bíblica reforça o valor da proteção e do cuidado:

“Quando passares pelas águas, estarei contigo; e, quando pelos rios, eles não te submergirão.” (Isaías 43:2)

Neste 25 de julho, mais do que lembrar as estatísticas, é essencial refletir sobre atitudes simples que podem evitar tragédias e preservar vidas. A prevenção está ao alcance de todos.