Violência infantil em Brazlândia: monitora de creche é indiciada após investigação policial
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu uma investigação considerada grave e indiciou uma monitora de creche em Brazlândia por maus-tratos contra crianças pequenas. O inquérito aponta que a servidora teria praticado agressões físicas reiteradas contra alunos da educação infantil, todos menores de idade e incapazes de se defender.
Segundo a polícia, ao menos 18 crianças, com idades entre 2 e 3 anos, aparecem como vítimas nos autos. As agressões teriam ocorrido em dias distintos, dentro da própria creche, o que afastou qualquer possibilidade de episódio isolado ou excesso momentâneo.
Vídeos escancararam a violência
As investigações avançaram após a análise de imagens do sistema interno de monitoramento da unidade. De acordo com a PCDF, os vídeos mostram a monitora puxando crianças com força, empurrando, apertando braços, segurando pelo pescoço e desferindo tapas, condutas que, segundo os investigadores, configuram violência física clara.
A polícia afirma que as imagens foram determinantes para o indiciamento, pois documentam os atos de maus-tratos de forma incontestável, sem qualquer justificativa pedagógica ou disciplinar.
Crime tipificado e agravantes
Diante das provas reunidas, a monitora foi indiciada pelo crime de maus-tratos, previsto no Código Penal. A pena pode ser agravada pelo fato de as vítimas serem menores de 14 anos, além da quantidade de crianças atingidas e da repetição das agressões.
O inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que irá avaliar a responsabilização criminal e as próximas medidas judiciais.
Afastamento e medidas administrativas
Após a conclusão do inquérito, a Secretaria de Educação do DF informou que a monitora foi imediatamente afastada das funções. A pasta também declarou que colaborou com as investigações e adotou providências administrativas para preservar a integridade das crianças.
Algumas famílias optaram pela transferência dos alunos para outras unidades, temendo novos episódios e relatando impactos emocionais nos filhos, como medo, choro excessivo e resistência em retornar à creche.
Caso expõe falhas e reforça alerta
Para a Polícia Civil, o caso evidencia a importância da vigilância constante em instituições que cuidam de crianças, além da necessidade de denúncias rápidas por parte dos responsáveis. A corporação reforça que qualquer suspeita de violência contra menores deve ser comunicada imediatamente às autoridades.
A investigação segue sob análise do Ministério Público, e a monitora poderá responder criminalmente pelos atos, caso a denúncia seja formalizada.










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